Festa em Homenagem a Santa Sara Kali no Centro Espiritualista Cabocla Jurema.
2010.
O Vale Santa Sara Kali, de natureza privada e de objetivos filantrópicos sem fins lucrativos, foi fundada de fato em 24 de maio de 2008, como uma comunidade Religiosa Centro Espiritualista Cabocla Jurema C.E.C.J. e hoje Oca da Jurema e desde esta data vem dando assistência a comunidade Colina Verde e seu entorno, que diante da necessidade da comunidade e pelo trabalho que vem desenvolvendo foi registrado e criado a Associação Vale Santa Sara Kali- AVASSK nome da Padroeira da OJEM.
domingo, 27 de setembro de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Santa Sara, sincretizada como a Orixá Egunitá.
Existem muitas histórias a respeito de Santa Sara, mas a mais difundida é a que entre os anos de 44 e 45 d.C., quando o rei Herodes perseguia os cristãos, alguns discípulos de Jesus foram colocados no mar, em embarcações sem remos e sem provisões, entregues à própria sorte. Numa dessas embarcações estavam Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino que, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar. As três Marias entraram em desespero, chorando e rezando. Então, Sara retirou o diklô (lenço) da cabeça, chamou por Kristesko (Jesus Cristo) e fez um juramento: se todos se salvassem, ela seria escrava do Mestre Jesus e jamais andaria com a cabeça descoberta, em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje Saintes-Maries-de-La-Mèr, na França. E Sara cumpriu sua promessa até ao fim de seus dias. Até hoje, o diklô (lenço) é um simbolismo forte entre os Ciganos. Significa a aliança da mulher casada, um sinal de respeito e fidelidade.
Todos os anos milhares de Ciganos de todo o mundo vão para a região de Camargue (Sul da França), onde fica o Santuário de Santa Sara. Os Ciganos peregrinam às margens do mar Mediterrâneo para louvar Santa Sara. Essa peregrinação acontece nos dias 24 e 25 de maio em Saintes-Marie-de-La-Mèr.
Santa Sara é muito invocada para trazer saúde e prosperidade. É também muito cultuada pelas Ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar e como protetora dos partos difíceis. Muitas Ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas: se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mèr, cumprindo uma noite de vigília e depositando em seus pés, como oferenda, o mais bonito lenço que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas Ciganas receberam esta graça.
Os Ciganos são um povo muito antigo, mas representa uma linha nova de trabalho na Umbanda Sagrada. Inicialmente se manifestaram na Linha do Oriente, mas com o tempo adquiriam uma linha de trabalho própria. Suas giras são muito alegres, divertidas e coloridas. Gostam muito de música e da dança.
Os Ciganos trabalham muito com os consulentes visando à sua prosperidade, à união das famílias, o amor e a cura . Gostam muito de dar conselhos visando a prosperidade e a riqueza espiritual.
Agradar os Ciganos não é uma tarefa difícil, pois gostam muito de ser presenteados. As Ciganas adoram lenços, saias e bijuterias. Os Ciganos também gostam de lenços coloridos, cigarros, colares e brincos.
Que a alegria, a magia e o colorido dos Ciganos sempre estejam presentes em nossas vidas. Que tenhamos sempre prosperidade.
Salve o Povo Cigano! Salve o Povo do Oriente! Salve a Roda e Salve a Fortuna!
http://tucape.blogspot.com.br/2012/05/salve-santa-sara-kali-salve-egunita.html
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Santa Sara Kali a Santa Negra
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Santa Sara Kali e Sincretismo - Nossa Senhora Aparecida( Mãe Oxum)
Aqui no Brasil, Santa Sara divide a preferência dos ciganos brasileiros com Nossa Senhora Aparecida. Os ciganos brasileiros adoram Nossa Senhora de Aparecida, talvez por causa de sua cor, e muitos a equiparam à Santa Sara Kali. Se não têm a imagem dela, por ser difícil encontrá-la, por certo possui em sua Thiera (barraca) ou casa uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Às vezes têm as duas. Certo é que ela é a mais venerada Santa para os ciganos e todo acampamento cigano conduz uma estátua da virgem negra depositada num altar de uma das tendas cercadas por velas, incenso, flores, frutas e alimentos. Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo.
Dentro do sincretismo, Nossa Senhora Aparecida, tem sido
colocada
em muitas casas de Umbanda, principalmente na Bahia, como a Orixá
Oxum, Mãe caridosa, de grande amor e ternura para com seus filhos.
Também tem seu destaque nas linhas ciganas, na qual muitos deles
são devotos fervorosos da Santa Mãe Aparecida que é comemorada dia 12 de outubro dia dos Ciganos.
em muitas casas de Umbanda, principalmente na Bahia, como a Orixá
Oxum, Mãe caridosa, de grande amor e ternura para com seus filhos.
Também tem seu destaque nas linhas ciganas, na qual muitos deles
são devotos fervorosos da Santa Mãe Aparecida que é comemorada dia 12 de outubro dia dos Ciganos.
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Santa Sara a Santa Negra
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United States
Santa Sara e os Ciganos do Oriente.
Histórias ou
Lendas sobre Santa Sara.
I- Segundo alguns historiadores, por volta dos anos 50 d.c,
uma embarcação teria cruzado os mares a partir de terras Palestinas levando a
bordo para fugir das perseguições de Roma aos primeiros cristãos...
[mardecoruripe] Os primeiros cristãos seria um grupo de personagens bíblicos:
Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos
apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximiliano e Sara, uma
negra serva das mulheres santas e aportado em uma pequena ilha situada em águas
do Mediterrâneo. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as
intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône,
hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o
final dos seus dias. Sara teria sido uma das primeiras convertidas ao
cristianismo e morrido a serviço de suas companheiras de viagem.
II- Uma outra versão contada é que Sara era uma escrava
egípcia de uma das três Marias, Madalena, Jacobé ou Salomé; e junto com José de
Arimatéia, Trófimo e Lázaro foi colocada, pelos judeus, em uma barca sem remos
e alimentos. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí
então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo)
e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais
andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito (acredita-se que deste
gesto de Sara Kali tenha nascido a tradição de toda mulher cigana casada usar
um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que
quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar
diklô (Te darei um bonito lenço)). Talvez por um milagre, ou por obra do
destino, eles chegaram a salvo a uma praia próxima a Saintes Maries de La Mer.
Depois de muitos dias, o barco foi resgatado por moradores de uma vila próxima
aos arredores da costa marítima. Todos, por serem brancos, foram acolhidos,
exceto Sara, por ser escrava (egípcia) e negra. Um grupo de ciganos a fez, pois
estavam nas proximidades e presenciaram o fato. Sendo assim, passaram a cuidar
de Sara, que, com sua morte, posteriormente, os mesmos passaram a recorrer com
pedidos à mesma, por ter sido uma pessoa querida em vida, e esta, os atendeu em
espírito, realizando milagres. A partir disso, Sara se tornou Mãe e Rainha dos
Ciganos, honrando-os e protegendo-os. O surgimento de sua capela - foi criada
após a sua morte. Quando veio à falecer, os Ciganos foram até a igreja da vila
pedindo que seu funeral se realizasse na mesma. Devido ao preconceito, os católicos
da época recusaram. A partir de então, foi feito uma espécie de gruta/igreja
para Sara, visitada até os dias de hoje. Quando em 1935 a Igreja tirou Sarah de
sua Cripta, muitos ciganos se aplicaram à prova do punhal (punhal avermelhado
no fogo sobre a veia do pulso). Diz-se que o Sol queimou o olhar de Sarah.
Quando o número de ciganos aumentou, a Cripta não deu para todos, e foi feito
um acordo entre um gadjo chamado "Marquês de Baroncelli" e um cigano
chamado "Cocou Baptista", um chefe cigano muito influente. Até um
certo tempo o acordo foi cumprido, mas os seus sucessores não levaram o trato a
diante. Este chefe cigano foi usado, simplesmente um instrumento do gadjo, ele
foi renegado e expulso pelo povo cigano. Os ciganos de origem Calon, com o passar
dos anos, alteraram algumas palavras da língua regional do povo cigano. Devido
a estas alterações, houve algumas modificações idiomáticas no significado das
palavras. Entre elas, podemos citar a palavra Kalin, que em Calon representa a
palavra "cigana". Já para os ciganos que ainda preservam a língua
regional, Kali representa negra. Há algum tempo, existe esta confusão
idiomática, envolvendo a cor da pele da Santa. Para os Calons, seria Santa Sara
Kalín (a cigana) e não Santa Sara - a negra. Paralelamente, a história de Sarah
chegou à Índia, onde os ciganos a associaram à deusa Kali, negra, poderosa,
transformadora.
III- Outra versão conta que Sara era moradora de Camargue e
teve piedade das Marias, resolvendo ajudá-las. Também dizem que ela era uma
rainha das terras de Camargue ou uma sacerdotisa do antigo culto celta ao deus
Mitra. Uma das explicações para estas histórias é que em Camargue existiram
várias colônias de antigas civilizações, como a egípcia, a cretense, a fenícia
e a grega. Por isso, muitos poetas e menestréis contaram a história de Sara, de
acordo com o que ouviram de seu povo, e assim, o mito em torno dessa poderosa
santa foi difundido pelo mundo e ela continua, até hoje, a ser adorada entre as
comunidades ciganas. Nos dias atuais, a santa padroeira dos ciganos é
comemorada com muitos rituais e tradições por mais de 15 milhões de ciganos
espalhados em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, Austrália e Nova
Zelândia. Para preservar a história original de Santa Sara Kali, é necessário
lembrar que a igreja católica santificou-a como SANTA e, que é dessa forma que
o povo cigano a cultua (e não em rituais).
I- Segundo alguns historiadores, por volta dos anos 50 d.c, uma embarcação teria cruzado os mares a partir de terras Palestinas levando a bordo para fugir das perseguições de Roma aos primeiros cristãos... [mardecoruripe] Os primeiros cristãos seria um grupo de personagens bíblicos: Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximiliano e Sara, uma negra serva das mulheres santas e aportado em uma pequena ilha situada em águas do Mediterrâneo. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sara teria sido uma das primeiras convertidas ao cristianismo e morrido a serviço de suas companheiras de viagem.
II- Uma outra versão contada é que Sara era uma escrava egípcia de uma das três Marias, Madalena, Jacobé ou Salomé; e junto com José de Arimatéia, Trófimo e Lázaro foi colocada, pelos judeus, em uma barca sem remos e alimentos. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito (acredita-se que deste gesto de Sara Kali tenha nascido a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar diklô (Te darei um bonito lenço)). Talvez por um milagre, ou por obra do destino, eles chegaram a salvo a uma praia próxima a Saintes Maries de La Mer. Depois de muitos dias, o barco foi resgatado por moradores de uma vila próxima aos arredores da costa marítima. Todos, por serem brancos, foram acolhidos, exceto Sara, por ser escrava (egípcia) e negra. Um grupo de ciganos a fez, pois estavam nas proximidades e presenciaram o fato. Sendo assim, passaram a cuidar de Sara, que, com sua morte, posteriormente, os mesmos passaram a recorrer com pedidos à mesma, por ter sido uma pessoa querida em vida, e esta, os atendeu em espírito, realizando milagres. A partir disso, Sara se tornou Mãe e Rainha dos Ciganos, honrando-os e protegendo-os. O surgimento de sua capela - foi criada após a sua morte. Quando veio à falecer, os Ciganos foram até a igreja da vila pedindo que seu funeral se realizasse na mesma. Devido ao preconceito, os católicos da época recusaram. A partir de então, foi feito uma espécie de gruta/igreja para Sara, visitada até os dias de hoje. Quando em 1935 a Igreja tirou Sarah de sua Cripta, muitos ciganos se aplicaram à prova do punhal (punhal avermelhado no fogo sobre a veia do pulso). Diz-se que o Sol queimou o olhar de Sarah. Quando o número de ciganos aumentou, a Cripta não deu para todos, e foi feito um acordo entre um gadjo chamado "Marquês de Baroncelli" e um cigano chamado "Cocou Baptista", um chefe cigano muito influente. Até um certo tempo o acordo foi cumprido, mas os seus sucessores não levaram o trato a diante. Este chefe cigano foi usado, simplesmente um instrumento do gadjo, ele foi renegado e expulso pelo povo cigano. Os ciganos de origem Calon, com o passar dos anos, alteraram algumas palavras da língua regional do povo cigano. Devido a estas alterações, houve algumas modificações idiomáticas no significado das palavras. Entre elas, podemos citar a palavra Kalin, que em Calon representa a palavra "cigana". Já para os ciganos que ainda preservam a língua regional, Kali representa negra. Há algum tempo, existe esta confusão idiomática, envolvendo a cor da pele da Santa. Para os Calons, seria Santa Sara Kalín (a cigana) e não Santa Sara - a negra. Paralelamente, a história de Sarah chegou à Índia, onde os ciganos a associaram à deusa Kali, negra, poderosa, transformadora.
III- Outra versão conta que Sara era moradora de Camargue e teve piedade das Marias, resolvendo ajudá-las. Também dizem que ela era uma rainha das terras de Camargue ou uma sacerdotisa do antigo culto celta ao deus Mitra. Uma das explicações para estas histórias é que em Camargue existiram várias colônias de antigas civilizações, como a egípcia, a cretense, a fenícia e a grega. Por isso, muitos poetas e menestréis contaram a história de Sara, de acordo com o que ouviram de seu povo, e assim, o mito em torno dessa poderosa santa foi difundido pelo mundo e ela continua, até hoje, a ser adorada entre as comunidades ciganas. Nos dias atuais, a santa padroeira dos ciganos é comemorada com muitos rituais e tradições por mais de 15 milhões de ciganos espalhados em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, Austrália e Nova Zelândia. Para preservar a história original de Santa Sara Kali, é necessário lembrar que a igreja católica santificou-a como SANTA e, que é dessa forma que o povo cigano a cultua (e não em rituais).
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Santa Sara a Santa Negra
terça-feira, 3 de junho de 2014
MISTÉRIO DA CRUZ - PRETO VELHO
Conta uma outra lenda que esse gesto de cruzar o solo ou a si mesmo só foi adotado pelos cristãos quando um "padre" romano, atiçado pela curiosidade, perguntou a um serviçal de sua igreja o porque dele cruzar o solo antes de entrar nela para limpá-la ... e o mesmo fazia ao sair dela.
O serviçal, um negro já idoso que havia sido libertado pelo seu amo romano quando já não podia carregar os seus pesados sacos de pedras ornamentais, e que andava arqueado por causa de sua coluna vertebral ter se curvado de tanto peso que ele havia carregado desde jovem, ajoelhou-se, cruzou o solo diante dos pés do padre romano e, aí falou: - Agora já posso contar-lhe o significado do sinal da cruz, amo padre!- Por que, só após cruzar o solo diante dos meus pés, você pode revelar-me o significado do sinal da cruz, meu negro velho?- É porque eu vou falar de um gesto sagrado, meu amo. Só após cruzarmos o solo diante de alguém e pedirmos licença ao seu lado sagrado, esse lado se abre para ouvir o que temos a dizer-lhe. - Se você não cruzar o solo diante dos meus pés o seu lado sagrado não fala com o meu? É isso, meu negro velho e cansado? - É isso sim, meu amo. Tudo o que falamos, ou falamos para o lado profano ou para o lado sagrado dos outros com quem conversamos! Como o senhor quer saber o significado do sinal da cruz usado por nós, os negros trazidos desde a África para trabalharmos como escravos aqui em Roma e, porque ele é um sinal sagrado, seu significado só pode ser revelado ao lado oculto e sagrado de seu espírito. Por isso eu cruzei o solo diante dos seus pés, pedi ao meu pai Obaluaiyê que abrisse uma passagem entre os lados ocultos e sagrados dos nossos espíritos senão o senhor não entenderá o significado e a importância dos cruzamentos... e das passagens. O padre romano, ouvindo as palavras sensatas daquele preto, já velho e cansado de tanto carregar os fardos de pedras ornamentais com as quais eles, os romanos, enfeitavam as fachadas e os jardins de suas mansões, sentiu que não estava diante de uma pessoa comum, mas sim diante de um sábio amadurecido no tempo e no trabalho árduo de carregar fardos alheios. Então o padre romano convidou o preto, velho e cansado, a acompanhá-lo até sua sala particular localizada atrás da sacristia. Já dentro dela, o padre sentou-se na sua cadeira de encosto alto e confortável e indicou um banquinho de madeira para que aquele preto velho se sentasse e lhe contasse o significado do sinal da cruz. O velho negro, antes de sentar-se, cruzou o banquinho e isto também despertou a curiosidade de empertigado padre romano, sentado em sua cadeira mais parecida com um trono, de tão trabalhada que ela era. - Por que você cruzou esse banquinho antes de se assentar nele, meu preto velho? - Meu senhor, eu só tenho essa bengala para apoiar meu corpo arqueado. Então, se vou sentar-me um pouco, eu cruzei esse banquinho e pedi licença ao meu pai Obaluaiyê para assentar-me no lado sagrado dele. Só assim o peso dos fardos que já carreguei não me incomodará e poderei falar mais à vontade pois, se nos assentamos no lado sagrado das coisas deixamos de sentir os "pesos" do lado profano de nossa vida. O padre romano, de uma inteligência e raciocínio incomum, mais uma vez viu que não estava diante de uma pessoa comum, e sim, diante de um sábio que, ainda que não falasse bem o latim, (a língua falada pelos romanos daquele tempo), no entanto falava coisa que nem os mais sábios dos romanos conheciam. O velho preto, após assentar-se, apoiou a mão esquerda no cabo da sua bengala e com a direita estralou os dedos no ar por quatro vezes, em cruz e aquilo intrigou o padre romano, que perguntou-lhe: - Meu velho preto, porque você estralou os dedos quatro vezes, cruzando o ar? - Meu senhor, eu cruzei o ar, pedindo ao meu pai Obaluaiyê que abrisse uma passagem nele para que minhas palavras cheguem até os seus ouvidos através do lado sagrado dele senão elas não chegarão ao lado sagrado de seu espírito e não entenderás o real significado delas ao revelar-lhe um dos mistérios do meu pai. - Então tudo tem dois lados, meu preto velho? - Tem sim, meu senhor. - Porque você, agora, já sentado e bem acomodado, fala mais baixo que antes, quando estava apoiado sobre sua bengala? - Meu senhor, quando nos assentamos no lado sagrado das coisas, aquietamos nosso espírito e só falamos em voz baixa para não incomodarmos o lado sagrado delas. - Entendo, meu velho. - murmurou o padre romano, curvando-se para melhor ouvir as palavras daquele preto velho. Conte-me o significado do sinal da cruz! E o preto velho começou a falar, falar e falar. E tanto falou sobre o mistério do cruzamento que aquele padre (que era o chefe da igreja de Roma naquele tempo quando os papas ainda não eram chamados de papa) começou a entender o significado sagrado do sinal da cruz e começou a pensar em como adaptá-lo e aplicá-lo aos cristãos de então. Como era um mistério do povo daquele preto, já velho e cansado de tanto carregar fardos de pedras ornamentais alheias, então pôs sua mente arguta e agilíssima para raciocinar. E o padre romano pensou, pensou e pensou! E tanto pensou que criou a lenda, onde um era negro, em homenagem ao sábio preto velho que, falando-lhe desde seu lado sagrado e interior, havia lhe aberto a existência do lado sagrado das coisas; o da existência de passagens entre esses dois lados, etc. Enquanto ouvia e sua mente pensava, a cada revelação do preto, já velho e cansado, seus olhos enchiam-se de lágrimas e mais e mais ele se achegava chegando um momento em que ele se assentou no solo à frente do preto velho para melhor ouvi-lo, pois não queria perder nenhuma das palavras dele. E aquele padre, que era o chefe de todos os padres romanos, diariamente ouvia por horas e horas o preto velho, e depois que o dispensava, recolhia-se à sua biblioteca e começava a escrever os mistérios que lhe haviam sido revelados. O formato da cruz em X onde Cristo havia sido crucificado e deu a ela a sua forma atual, que é uma coluna vertical e um travessão horizontal. Também determinou que em todos os túmulos cristãos deveria haver uma cruz, que é o sinal da passagem de um plano para o outro, segundo aquele preto velho. - "Ele criou a figura de Lázaro, cheio de chagas, para adaptar o orixá da varíola ao Cristianismo. Mas agora, vamos falar somente dos significados do mistério da cruz e dos cruzamentos, ensinados àquele padre por um preto velho. 1º) O ato de fazer o sinal da cruz em si mesmo tem esses significados.
a) Abre o nosso lado sagrado ou interior para, ao rezarmos, nos dirigirmos às divindades e a Deus através do lado sagrado ou interno da criação. Essa forma é a da oração silenciosa ou feita em voz baixa. Afinal, quando estamos no lado sagrado e interno dela, não precisamos gritar ou falar alto para sermos ouvidos. Só fala alto ou grita para se fazer ouvir quem se encontra do lado de fora ou profano da criação. Esses são os excluídos ou os que não conhecem os mistérios ocultos da criação e só sabem se dirigir a Deus de forma profana, aos gritos e clamores altíssimos. b) Ao fazermos o sinal da cruz diante das divindades, estamos abrindo o nosso lado sagrado para que não se percam as vibrações divinas que elas nos enviam quando nos aproximamos e ficamos diante delas em postura de respeito e reverência. c) Ao fazermos o sinal da cruz diante de uma situação perigosa ou de algo sobrenatural e terrível, estamos fechando as passagens de acesso ao nosso lado interior, evitando que eles entrem em nós e se instalem em nosso espírito e em nossa vida. d) Ao cruzarmos o ar, ou estamos abrindo uma passagem nele para que, através dela, o nosso lado sagrado envie suas vibrações ao lado sagrado da pessoa à nossa frente, ou ao local que estamos abençoando (cruzando). e) Ao cruzarmos os solo diante dos pés de alguém, estamos abrindo uma passagem para o lado sagrado dela. f) Ao cruzarmos uma pessoa, estamos abrindo uma passagem nela para que seu lado sagrado exteriorize- se diante dela e passe a protegê-la. g) Ao cruzarmos um objeto, estamos abrindo uma passagem para o interior oculto e sagrado dele para que ele, através desse lado seja um portal sagrado que tanto absorverá vibrações negativas como irradiará vibrações positivas. h) Ao cruzarmos o solo de um santuário, estamos abrindo uma passagem para entrarmos nele através do seu lado sagrado e oculto, pois se entrarmos sem cruzá-lo na entrada, estaremos entrando nele pelo seu lado profano e exterior. i) Ao cruzarmos algo (uma pessoa, o solo, o ar, etc.) devemos dizer estas palavras: - Eu saúdo o seu alto, o seu embaixo, a sua direita e a sua esquerda e peço-lhe em nome do meu pai Obaluaiyê que abra o seu lado sagrado para mim. Outras coisas aquele ex-escravo dos romanos de então ensinou àquele padre de todos os padres, que era altivo e empertigado, mas que gostava de sentar-se no solo diante daquele sábio preto, já velho e muito cansado. Tudo isso aconteceu uns vinte e poucos anos e começou depois da segunda metade do século IV d.C. Por incrível que pareça, aquele preto velho, muito cansado de tanto carregar sacos de pedras alheias, viveu tempo suficiente para ver tantas acontecer. E tudo o que aquele padre de todos os padres havia lhe dito que faria com tudo o que tinha aprendido com ele, aconteceu ao contrário. O tal pastor padre, já auto-eleito bispo, usou o que havia aprendido com o preto, mas segundo seus interesses de então. Foram tantas as coisas que aquele velho preto cansado e curvado havia ensinado àquele jovem e empertigado padre e que ele não só não usou em benefício dos outros, como os usou em benefício próprio, que o preto já velho, muito velho falou para si mesmo: "Me perdoa, meu pai Obaluaiyê, mas eu não revelei àquele padre o que acontece com quem inverte os seus mistérios ou os usa em benefício próprio: que eles, ao desencarnarem, têm seus espíritos transformados em horrendas cobras negras!" "Meu filho, alegre-se pois ele só andará na terra o tempo necessário para tirar dos cultos dos orixás os que não aprenderam a curvar-se diante dos senhores dos Mistérios mas que acham-se no direito de se servirem deles. Alerto sobre o perigo de usar do meu Mistério da cruz para abrir passagens nas trevas humanas! Afinal, quem abre passagens nas trevas com meu mistério da cruz, liberta o que nele existe, não é mesmo, meu velho e sábio preto? "É sim, meu divino pai Obaluaiyê!" disse o preto velho. Por Rubens Saraceni
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Saravá os Pretos Velho - Adorei as almas!
A UMBANDA É UNIVERSALISTA -
O Espiritismo é Jesus ensinando
A Umbanda é Jesus trabalhando
Pai Tomé
Os espíritos trabalhadores na linha de Umbanda, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar. Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom.
Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade. As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Como nos traduz o espírito Ramatis, “o rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do espírito eterno.”
Também nos dizem os bons espíritos, que o homem erra mais por ignorância do que por maldade, talvez por isso ao cessar os tempos inquisitórios, jorram do mais alto através de vários canais mediúnicos e por todos os cantos do planeta, muita informação vinda do Alto nos forçando à evolução. E se hoje, por força do ambiente energético denso da Terra não é mais possível a descida de Avatares entre nós, a bondade divina nos presenteia com Allan Kardec, com Zélio Fernandino de Moraes, com Francisco Cândido Xavier, além de outros espíritos iluminados, para retirar dos nossos olhos, o véu de Isis. Mostrando de novo a humanidade terrena, àquilo que havia sido roubado pelo interesse das religiões manipuladores, provam a imortalidade da alma, a existência do mundo espiritual e a lei da reencarnação. Abrindo novos horizontes através do concurso da mediunidade, que além de instruir promove o socorro dos que ainda no além túmulo, ignoram sua condição de espíritos imortais ou se aproveitam disso para dar continuidade às práticas antifraternas de quando encarnados. O Espiritismo chegou para esclarecer e caridosamente auxiliar. A Umbanda e sua magia branca vem neutralizar as forças trevosas que insistem em conquistar a humanidade através da manipulação negativa dos elementos.
Na religião Umbanda, embora todo o ritual e simbologia usados, têm a parte filosófica, científica e doutrinária, como no Espiritismo. Enquanto a Umbanda é mais ação, a Doutrina dos Espíritos é totalmente mentalista, mas ambas promovem e priorizam a reforma íntima dos seres, ensinando o bem viver para melhor morrer.
Ambas foram inseridas no contexto do planeta num momento de extrema necessidade da humanidade, onde urge a higienização dos ambientes etéricos e astrais do planeta azul, na separação do joio e do trigo.
Diante deste contexto, respeitando os preceitos e linhas de pensamento de cada uma, é inconcebível que possa haver entre estas duas linhas – Espíritismo e Umbanda – qualquer espécie de antagonismo ou preconceito. Inconcebível a intolerância com a fé alheia no homem moderno pertencente a qualquer religião, uma vez que se supõe, seja ele pensante e bem informado. Principalmente nas linhas que se dizem cristãs, o exemplo do Mestre Jesus nos prova a todo instante que só existe um caminho, uma verdade e uma vida. Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor.
E como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: – a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.
Leni W.Saviscki
Dirigente do T.U.V.A
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Saravá os Pretos Velho - Adorei as almas!
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